GERAÇÃO, SELEÇÃO E TESTE DE IDÉIAS PARA O EVENTO.
Com as constantes mudanças no mercado e o avanço tecnológico, as empresas
são obrigadas a criarem planos e estratégicos para permanecer no mercado
além de obter lucros. No setor de eventos a realidade é a mesma com o
aumento do número de eventos, há uma necessidade das empresas buscarem
planos diferenciados para vencer a concorrência. As empresas de eventos
precisam ter idéias multidisciplinariedade, trabalhando com eficiência e
eficácia utilizando os processos necessários para que o evento tenha
sucesso.
- Geração de idéias
Segundo a autora, várias são as fontes a que se pode recorrer na geração de
idéias, mas algumas técnicas são necessárias para garantir seu melhor
proveito:
Observação: todo processo de criação, seja no ramo artístico, publicitário
ou de eventos, requer a capacidade de observar é, geralmente, um bom gerador
de idéias.
- Auto-análise: muitas idéias surgem de uma auto-análise, da reflexão sobre
as necessidades próprias que não estão sendo atendidas por nenhuma empresa.
Leitura: quem lê constantemente tende a reconhecer diferentes pontos de
vista sobre diversas realidades. A junção de várias experiências pode abrir
a mente para possibilidades antes não consideradas.
- Brainstorming: reuniões de livre discussão, sem o boicote a nenhuma idéia,
desde que bem estruturadas, podem trazer resultados inesperado,
principalmente quando abertas a profissionais de níveis intermediários e de
diferentes setores da empresa.
- Network: as conversas descompromissadas com amigos, colegas de empresa, da
mesma profissão ou área de atuação são técnicas informais, mas que, de
maneira descontraída, podem levar o profissional a gerar boas idéias.
As fontes de geração de idéias são inúmeras e podem ser classificadas em
duas categorias: internas e externas à empresa.
- Fontes internas são: equipe de vendas, equipe de suporte e atendimento,
caixas de sugestões, pesquisas internas e estrutura interna de pesquisa.
Boa parte das idéias surge dentro da própria empresa, seja por meio de uma
estrutura formal e oficial de pesquisa, seja por meio de uma estrutura
formal e oficial de pesquisa, seja informalmente, promovendo-se
brainstormings entre os funcionários, adotando-se caixas de sugestões ou
mesmo organizando-se pesquisas internas.
As áreas de vendas, suporte e atendimento a clientes da empresa também são
excelentes fontes de idéias.
- Fontes externas são: clientes, parceiros e fornecedores, concorrência,
outros eventos e outras fontes.
O profissional que pretende gerar idéias de novos eventos pode buscar
informações externamente nas empresas com as quais se relaciona, nos
concorrentes e ainda observando outros eventos, anúncios e reportagens,
entre outros meios.
- Fontes externas
O processo de geração de idéias para novos eventos pode ser obtido
externamente, através, por exemplo, da relação entre duas empresas e da
observação de outros eventos.
Porém outras fontes são importantes e contribuem diretamente nesse processo,
são elas: os clientes, que após serem ouvidos e observados se tornam alvos
de pesquisas e estudos realizados pela empresa, os fornecedores,
distribuidores, parceiros de negócios e agências de propaganda, a
concorrência, através da análise de suas ações e dos concorrentes
potenciais, outros eventos, que pressupõem uma interação e participação em
eventos variados, e por último outras fontes como, por exemplo, a leitura
para buscar inspiração.
Após o processo de coleta de idéias é realizada a seleção da melhor, ou
seja, todas as idéias são avaliadas com a finalidade de ser eleita uma
única, de acordo com critérios adotados pela empresa. Parte-se de uma
análise geral para uma com itens específicos.
- Processo de seleção de idéias
Um processo de seleção de idéias simples analisa a demanda e a competência
interna da empresa. A demanda considera os aspectos externos a empresa
enquanto a competência interna os vários aspectos internos da empresa.
Posteriormente a esse processo cada idéia é posicionada em um quadrante de
acordo com a direção e o nível de adequação. O quadrante I pressupõe que as
idéias que tem mais chances de prosseguir no processo de seleção. O
quadrante II pressupõe que as idéias nele contidas necessitam de altos
investimentos se forem aceitas. O quadrante III analisa-se se a demanda foi
feita com exatidão (restrição de demanda) e no quadrante IV representa baixa
demanda e baixa competência e devem ser descartadas. Este processo pode ser
executado pelos profissionais de Marketing, vendas, produtos, pesquisa ou
pela direção, em trabalho conjunto ou separado.
- Grau de inovação
Ao selecionar uma idéia entre várias, é preciso analisar se ela representará
valor real e único ao cliente e se ira pendurar no longo prazo. Isso
significa avaliar seu grau de inovação ou diferenciação no mercado. A autora
utilizou uma metodologia de perguntas e respostas classificando-as com alta,
médio ou baixo e depois comparou os resultados obtidos para cada uma.
- Teste e avaliação das idéias selecionadas.
Após selecionar as idéias antes de partir para o seu desenvolvimento e
execução é conveniente que ela seja testada, agora como conceito. Cada setor
realiza o seu processo como, por exemplo, a indústria de bens e consumo que
é por meio de focus groups e pesquisas presenciais de apreciação e de
interação de compra; já no setor de eventos as pesquisas devem ser por meio
de in loco como o produto, já que ele não é físico.
De posse deste material o promotor pode efetuar visitas informais ao grupo
selecionado para ter certeza que reuniu as informações necessárias, feito
isso ele passa para a próxima etapa do processo a chamada estruturação da
idéia selecionada.